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02/04/2019 às 10:48:00
ALUNOS FAZEM PASSEATA PELA CONSCIENTIZAÇÃO AO DIA MUNDIAL DO AUTISMO

Para chamar a atenção da sociedade sobre a necessidade de estarmos realizando a inclusão no meio social e educacional das crianças e adultos com autismo, a APAE de Sapezal realizou uma passeata pelas ruas de Sapezal para despertar em nossa sociedade sobre a inclusão das pessoas com a síndrome do autismo em nosso meio social e estarmos interagindo com o mesmos da forma mais natural possível.

Estiveram participando alunos da APAE, alunos da escola municipal Eneli Firmo Bandeira Scapinello e Guarda Mirim, a passeata foi encerrada no  paço municipal, onde os alunos foram recepcionados pelo prefeito Valcir Casagrande em seu gabinete .

autismo é um problema psiquiátrico que costuma ser identificado na infância, entre 1 ano e meio e 3 anos, embora os sinais iniciais às vezes apareçam já nos primeiros meses de vida. O distúrbio afeta a comunicação e capacidade de aprendizado e adaptação da criança.

Que fique claro: os autistas apresentam o desenvolvimento físico normal. Mas eles têm grande dificuldade para firmar relações sociais ou afetivas e dão mostras de viver em um mundo isolado.

Anteriormente o problema era dividido em cinco categorias, entre elas a síndrome de Asperger. Hoje, ele uma única classificação, com diferentes graus de funcionalidade e sob o nome técnico de transtorno do espectro do autismo. O jeito de lidar com cada um varia.

Na forma qualificada como de baixa funcionalidade, a criança praticamente não interage, vive repetindo movimentos e apresenta atraso mental. O quadro provavelmente vai exigir tratamento pela vida toda.

Na média funcionalidade, o paciente tem dificuldade de se comunicar e repete comportamentos. Já na alta funcionalidade, esses mesmos prejuízos são mais leves, e os portadores conseguem estudar, trabalhar e constituir uma família com menos empecilhos.

Há ainda uma categoria denominada savant. Ela é marcada por déficits psicológicos, só que com uma memória fora do comum, além de talentos específicos.

O autismo não possui causas totalmente conhecidas, porém há evidências de que haja predisposição genética para ele. Outros reportam o suposto papel de infecções durante a gravidez e mesmo fatores ambientais, como poluição, no desenvolvimento do distúrbio.

 

Sinais e sintomas

– Bebês que evitam o contato visual com a mãe, inclusive durante a amamentação

– Choro ininterrupto– Apatia– Inquietação exacerbada– Pouca vontade para falar– Surdez aparente: a criança não atende aos chamados– Transtorno de linguagem, com repetição de palavras que ouve– Movimentos pendulares e repetitivos de tronco, mãos e cabeça– Ansiedade– Agressividade– Resistência a mudanças na rotina: recusa provar alimentos ou aceitar um novo brinquedo, por exemplo

Fatores de risco

– Sexo masculino: o autismo é de duas a quatro vezes mais frequente em meninos do que em meninas

– Predisposição genética – Poluição– Infecções como rubéola durante a gravidez

A prevenção

Na falta de causas comprovadamente capazes de provocar o autismo, a recomendação para as grávidas é evitar ambientes com alto nível de poluição, exposição a produtos tóxicos e ingestão de bebida alcoólica, por exemplo. Outra medida bem-vinda é se vacinar contra rubéola para evitar essa doença infecciosa durante a gestação.

O diagnóstico

Não existem exames laboratoriais ou de imagem que ajudem a identificar o autismo. Em geral, o médico considera o histórico do paciente, a observação de seu comportamento e os relatos dos pais.

A partir daí, ele costuma seguir critérios estabelecidos pelo Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais ou pela Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde. São observados ainda traços como inabilidade para interagir socialmente e comportamento restritivo e repetitivo.

Se por um lado há autistas gravemente incapacitados, que não conseguem nem falar, por outro se encontra o problema em pessoas com alto desempenho em alguma habilidade, como pintar ou fazer contas matemáticas. Pacientes de alta funcionalidade, com ausência dos sinais clássicos da doença, muitas vezes acabam recebendo o diagnóstico correto apenas quando adultos.

O tratamento

Não há cura para o autismo. Remédios para lidar com ele só são prescritos na presença de agressividade e de outras doenças paralelas, como depressão.

O tratamento deve ser multidisciplinar, englobando médicos, fonoaudiólogos, físioterapeutas, psicólogos e pedagogos. Em resumo, tudo isso visa incentivar o indivíduo a realizar, sozinho, tarefas como se vestir, escovar os dentes e comer.

Isso, claro, sempre de acordo com o grau de dificuldade de cada criança. Quando as intervenções são feitas precocemente, há boa chance de melhora nos sinais do autismo.

 
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Publicado: 02 de ABRIL de 2019
DIA MUNDIAL AUTISMO

 
 
 
 
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